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While carefully synchronizing our wings-they almost

While carefully synchronizing our wings-they almost touched-Fang leaned in,gently put one hand behind my neck and kissed me.It was just about close to heaven i’ll ever get,I guess.I closed my eyes,lost in the feeling of flying and kissing and being with the one person in the world I completely ,utterly trusted.

With my hands open and my eyes openI just keep

With my hands open and my eyes open
I just keep hoping that your heart opens.

It’s not as easy as willing it all to be right
Gotta be more than hope that it’s right.
I wanna hear you laugh like you really mean it
Collapse into me tired with joy.

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And she did not miss his presence so much as his

And she did not miss his presence so much as his voice on the phone. Even being lied to constantly, though hardly like love, was sustained attention; he must care about her to fabricate so elaborately and over such a long stretch of time. His deceit was a form of tribute to the importance of their marriage.

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I have thrown the petty respectable life with all is

I have thrown the petty respectable life with all is comforts behind me after the effort to broaden and beautify it has destituted me and drained my stamina. All right–let me throw it behind without guile, without hoping either for a return to it or for a constant absence. After all, it did not request my efforts. The normal live body hopes for the respect and love of others, and enough of the world to bestow largesse. He hopes and he abandons hope by turn. In the first there is fire to live, but in the second there is greater peace.

Eating with the fullest pleasure – pleasure, that is

Eating with the fullest pleasure – pleasure, that is, that does not depend on ignorance – is perhaps the profoundest enactment of our connection with the world. In this pleasure we experience our dependence and our gratitude, for we are living in a mystery, from creatures we did not make and powers we cannot comprehend.

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– Quando foi da sementeira, o patrão Arnaldo

– Quando foi da sementeira, o patrão Arnaldo disse-me: «Ó Bailote, tu já não tens a mesma mão para semear.» Porque eu, senhor doutor, tive sempre uma mão funda, assim grande, como um cocho de cortiça. Eu metia a mão ao saco e vinha cheia de semente. Atirava-a à terra e semeava uma jeira num ar.
Conta, bom homem, conta o teu sonho perdido. Tinhas, pois, uma boa mão de semeador bíblico. Atiravas a semente e a vida nascia a teus pés. Eras senhor da criação e o universo cumpria-se no teu gesto. E, enquanto o homem falava, eu olhava-lhe a face escurecida dos séculos, os olhos doridos da sua divindade morta. Imaginava-o outrora dominando a planície com a sua mão poderosa. A terra abria-se à sua passagem como à passagem de um deus. A terra conhecia-o seu irmão como à chuva e ao sol […].
E mostrava a sua desgraçada mão, envelhecida, carbonizada de anos e soalheira. […]
– Olhe. Faça ginástica aos dedos. Assim.
E exemplificava. De olhos escorraçados, o homem lamentou-se:
– Tenho feito, senhor doutor. Mas o patrão Arnaldo diz que eu já não tenho mão. Veja, senhor doutor, então isto não será ainda uma mão de homem? […]
– Então que quer que eu lhe faça?
– Dê-me um remédio, senhor doutor. Um remédio que me ponha a mão como a tinha. Assim grande, assim funda, assim…
E moldava no ar a capacidade de uma mão de Jeová. Fios de sol escorriam de uma azinheira perto da estrada. Os campos repousavam no grande e plácido Outono. E pelo vasto céu azul, sem a mancha de uma nuvem, ecoava levemente a memória de Verão. Moura pôs o motor a trabalhar.
– Então passe muito bem – disse ao semeador.
E o carro arrancou, erguendo o pó do caminho.
Mas a visita à doente foi breve. […] Regressámos enfim pelo mesmo caminho. Quando, porém, chegámos ao monte do semeador, saltou-nos à frente um grupo de pessoas […]. Moura saiu do carro e o magote de gente seguiu-o. Fiquei só. Mas o médico regressava daí a pouco, pálido, transtornado.
– Que aconteceu?
Ele não respondeu logo, conduzindo o carro aos tropeções. E só quando o monte se não via já me declarou:
– O homem enforcou-se.

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Muitas das actividades humanas adquirem o seu

Muitas das actividades humanas adquirem o seu significado pelo facto de serem irrepetíveis. Fazemos escolhas, tomamos decisões que dão forma às pessoas em que nos tornamos. A nossa satisfação pela experiência imediata do padrão de luz e sombra numa floresta decorre, em parte, do facto de ser um efeito passageiro que podemos nunca mais voltar a ver. A nossa mortalidade faz-nos dar valor ao presente porque podemos não ter um futuro. O padrão das nossas escolhas e as coisas que nos acontecem dão-nos a nossa história pessoal. Contudo, se viermos a viver para sempre após a morte, esta fonte de significado não está disponível para nós. Haverá sempre tempo para fazer tudo. Bernard Williams (1929-2003) argumentou que uma imortalidade assim seria entediante e, afinal, sem significado. São os facto de haver morte e da sua finalidade que dão às nossas vidas o significado que elas têm.

Sim, é uma horrenda injustiça. Eu faço uma grande

Sim, é uma horrenda injustiça. Eu faço uma grande distinção entre as pessoas. Escolho os amigos pela aparência, os conhecidos pelo carácter e os inimigos pelo intelecto. Nunca é demais o cuidado que se põe na escolha dos inimigos. Não quero um que seja parvo. Todos eles têm uma certa intelectualidade, e, por conseguinte, todos eles me apreciam. É ser muito vaidoso? Parece-me que é sê-lo um bocadinho.

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E assim prosseguimos com as nossas vidas, cada um

E assim prosseguimos com as nossas vidas, cada um para seu lado. Por mais profunda e fatal que seja a perda, por mais importante que seja aquilo que a vida nos roubou – arrebatando-o das nossas mãos -, e ainda que nos tenhamos convertido em pessoas completamente diferentes, conservando apenas a mesma fina camada exterior de pele, apesar de tudo isso continuamos a viver as nossas vidas, assim, em silêncio, estendendo a mão para chegar ao fio dos dias que nos coube em sorte, para logo o deixarmos irremediavelmente para trás. Repetindo, muitas vezes, de forma particularmente hábil, o trabalho de todos os dias, deixando na nossa esteira um sentimento de um incomensurável vazio.

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Porque será que estamos condenados a ser assim tão

Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta gente, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?

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